UE mantém barreiras sanitárias e bloqueia carne brasileira
União Europeia não flexibiliza regras sobre antimicrobianos e impede exportações de carne do Brasil a partir de setembro.
A União Europeia reforçou sua posição ao comunicar que não vai relaxar as exigências sanitárias para permitir o retorno da carne brasileira ao mercado europeu. O embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, representando a presidência rotativa do bloco europeu, deixou claro que as normas são definitivas e cabem ao governo brasileiro se adequar.
O conflito gira em torno do uso de antimicrobianos na produção animal. A Europa restringe severamente esses medicamentos, que no Brasil ainda são utilizados como promotores de crescimento em rebanhos. Segundo Gallagher, essas discussões não são recentes — vêm sendo debatidas entre Brasil e União Europeia há vários anos.
Em junho, o bloco europeu formalizou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal. A medida entra em vigor em 3 de setembro, impedindo completamente o envio de carnes bovina e de frango, além de tripas, pescado e mel para mercados europeus.
A decisão representa um golpe significativo para o agronegócio brasileiro. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes alertou que há grandes dificuldades para a indústria se adequar aos padrões europeus no prazo disponível. O Brasil exportava regularmente para a Europa produtos que geravam receita importante para o setor.
Autoridades europeias enfatizam que a decisão é puramente técnica e fundamentada em critérios sanitários internacionais. Cabe ao Brasil investir em mudanças estruturais na produção animal para atingir os padrões exigidos. Enquanto isso, a indústria de carnes enfrenta incerteza e busca alternativas em outros mercados para compensar a perda de receita europeia.
Baseado em conteúdo de: G1 Economia