Mercados18 de julho de 2026· G1 Economia

Tensão no Golfo Pérsico dispara preço do petróleo a patamares máximos

Confrontos entre EUA e Irã intensificam no Golfo, com petróleo atingindo maior cotação em mais de um mês.

A situação geopolítica no Oriente Médio se agrava rapidamente. Após uma semana do colapso do acordo de cessar-fogo, os Estados Unidos e o Irã intensificam seus ataques mútuos na região do Golfo Pérsico, gerando preocupações significativas para a economia global e especialmente para investidores brasileiros.

O Irã respondeu aos bombardeios americanos lançando novos ataques contra instalações militares norte-americanas espalhadas por diversos países da região. O Kuwait foi particularmente afetado, com danos a infraestruturas civis. Uma usina de dessalinização foi atingida e o aeroporto internacional da capital kuaitiana precisou suspender operações devido aos riscos contínuos.

As autoridades iranianas, através da Guarda Revolucionária Islâmica, reivindicam ter destruído equipamentos militares americanos em bases na Jordânia, Bahrein e no próprio Kuwait. Segundo comunicados do governo iraniano, foram atingidos radares, centros de inteligência e até aeronaves de combate. No entanto, essas informações ainda não foram confirmadas por fontes internacionais independentes.

Do ponto de vista econômico, o cenário traz impactos imediatos e preocupantes. Os preços do petróleo registraram sua maior valorização em mais de um mês, refletindo os temores de uma possível interrupção no fornecimento global. Qualquer restrição ao fluxo de petróleo da região afeta diretamente os custos de produção e transporte em todo o mundo, impactando desde combustíveis até produtos básicos.

Para o Brasil, essa volatilidade representa riscos ao câmbio e à inflação. A alta internacional do petróleo pressiona a cotação do dólar e pode encarecer importações brasileiras, além de afetar indiretamente setores como transportes e logística.

Os analistas observam que o conflito pode se estender, com o Irã alertando que novos ataques virão contra aliados americanos na região. A comunidade internacional acompanha atentamente os desenvolvimentos, consciente de que qualquer escalada adicional pode comprometer a estabilidade dos mercados financeiros globais nos próximos meses.

Baseado em conteúdo de: G1 Economia