Economia19 de julho de 2026· InfoMoney

STF suspende venda de imóvel de R$ 15 milhões de Jaques Wagner

Supremo bloqueia negociação de terreno após operação da PF; defesa alega que acordo começou em 2024.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão imediata da venda de um terreno avaliado em R$ 15 milhões pertencente ao ex-governador e atual parlamentar Jaques Wagner. A decisão foi tomada após operação de investigação conduzida pela Polícia Federal, que apura possíveis irregularidades relacionadas à negociação do imóvel.

De acordo com a defesa do político, a transação teve início ainda em 2024, quando as negociações foram iniciadas entre as partes interessadas. Contudo, a formalização do contrato ocorreu apenas em 2025, o que levantou questionamentos sobre a regularidade do processo.

A determinação judicial representa um passo importante na apuração dos fatos. O STF entendeu que havia elementos suficientes para justificar o bloqueio provisório do bem, garantindo que o patrimônio permaneça preservado enquanto as investigações avançam. Essa medida é comum em procedimentos que envolvem suspeitas de atividades ilícitas ou desvio de recursos públicos.

A defesa de Jaques Wagner já se manifestou, argumentando que a negociação seguiu todos os trâmites legais e que não há qualquer irregularidade no processo de venda. O parlamentar afirma estar colaborando com as autoridades e que os documentos apresentados comprovam a legitimidade da transação iniciada meses antes da operação da PF.

O caso integra uma série de investigações que envolvem políticos brasileiros e movimentações patrimoniais consideradas suspeitas. A operação da Polícia Federal buscava esclarecer as origens dos recursos utilizados na negociação e possíveis conexões com atividades criminosas.

O próximo passo será a continuidade das investigações, com a PF analisando documentos, registros bancários e depoimentos das partes envolvidas. O STF manterá a suspensão da venda até que novos elementos sejam apresentados ou até que a Justiça profira sentença definitiva sobre o assunto.

Baseado em conteúdo de: InfoMoney