Economia17 de julho de 2026· InfoMoney

Santa Catarina cria nova política de cotas com critério de renda

STF derruba lei que proibia cotas raciais em SC; estado desenvolve projeto com restrições de renda e limite de vagas.

O Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão importante ao invalidar a legislação catarinense que vedava a implementação de políticas de cotas raciais. A decisão foi unânime entre os ministros, sinalizando consenso sobre a inconstitucionalidade da lei anterior, que também punia instituições públicas por adotarem essa modalidade de ação afirmativa.

Diante dessa mudança no cenário jurídico, Santa Catarina começou a estruturar uma nova abordagem para a questão. O estado está desenvolvendo um projeto legislativo inovador que busca equilibrar a implementação de cotas raciais com outras variáveis. A proposta prevê que as cotas sejam condicionadas a critérios de renda familiar, garantindo que o benefício chegue prioritariamente a candidatos de menor poder aquisitivo.

Além disso, o novo projeto estabelece um teto máximo de vagas reservadas, evitando que a política de cotas se torne excessivamente restritiva para outros candidatos. Essa abordagem busca conciliar a promoção da diversidade nas instituições públicas com a consideração de vulnerabilidades econômicas dos candidatos.

A iniciativa reflete uma tendência de adaptação legislativa aos entendimentos mais recentes do poder judiciário brasileiro. Com a derrubada da lei anterior pelo STF, diversos estados e municípios têm revisto suas políticas educacionais e de acesso a serviços públicos, buscando implementar modelos que estejam em consonância com a Constituição Federal.

Santa Catarina, ao combinar critérios raciais com análise de renda e limitações numéricas, pretende criar um framework que seja tanto constitucional quanto socialmente sensível. O projeto ainda passará por discussões legislativas antes de sua eventual aprovação, mas representa um esforço para modernizar as políticas públicas estaduais após a decisão do STF.

Baseado em conteúdo de: InfoMoney