Move Aplicativos expande para carros usados, mas aprovação de crédito é o gargalo
Governo amplia programa de financiamento para motoristas de app com juros baixos, incluindo seminovos, mas apenas 3% dos recursos foram utilizados.
O governo federal deu um passo importante para facilitar a vida dos motoristas de aplicativo e taxistas. A iniciativa Move Aplicativos, que oferecia financiamento com juros significativamente mais baixos que os praticados no mercado, acaba de expandir suas possibilidades. Agora é possível financiar não apenas carros novos, mas também veículos usados, abrindo mais opções para quem trabalha com transporte por aplicativo.
As condições para comprar um carro seminovo através do programa mantêm-se bastante rigorosas. O veículo não pode ultrapassar R$ 150 mil, precisa ser elétrico ou híbrido flex, ter sido fabricado a partir de 2024 e estar de uma montadora habilitada no programa Mover. Essas restrições deixam poucas alternativas no mercado de seminovos. Entre os híbridos flex disponíveis nessa faixa de preço, encontram-se modelos como Fiat Pulse (R$ 107,5 mil), Peugeot 208 GT (R$ 120,8 mil) e Fiat Fastback (R$ 117,7 mil).
Os carros elétricos oferecem muito mais variedade. Opções populares incluem Renault Kwid E-Tech (a partir de R$ 81,4 mil), BYD Dolphin Mini (R$ 98,1 mil) e GWM Ora 03 (R$ 120,4 mil), todas dentro do limite estipulado pelo programa.
Apesar do governo ter reservado R$ 30 bilhões para subsidiar esse financiamento com juros reduzidos, o programa enfrenta um obstáculo inesperado: a aprovação do crédito. Até meados de julho, o BNDES havia empenhado apenas R$ 1 bilhão, correspondendo a apenas 3% dos recursos disponíveis. Esse número preocupante indica que muitos motoristas de app e taxistas estão tendo seus pedidos de financiamento recusados pelas instituições financeiras.
Especialistas apontam que a dificuldade de aprovação pode estar relacionada à instabilidade de renda característica do trabalho com aplicativos, critérios rigorosos das instituições financeiras e exigências de documentação complexa. O desafio agora é desbloquear esse gargalo e permitir que o programa cumpra seu objetivo de oferecer veículos mais acessíveis para os profissionais do setor.
Baseado em conteúdo de: G1 Economia